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Cidadãos de Angola vão ter período de graça para repatriar capitais
Data de publicação: 2017-12-15 00:00:00 [Grande  Pequeno]

【 Angola 】

Os cidadãos angolanos vão dispor de um período de graça para que possam repatriar capitais que tenham no exterior sem receio de processos judiciais, garantiu o Presidente de Angola, ao discursar quarta-feira em Luanda na qualidade de vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

“O governo vai anunciar no início do ano a duração do período de graça para que todos aqueles que disponham de capitais no estrangeiro os possam repatriar a fim de serem investidos na economia, na criação de empresas e de postos de trabalho”, precisou João Lourenço.

O Presidente disse depois que, uma vez terminado esse período, o “Estado angolano sente-se no direito de considerar esse dinheiro como pertencendo a Angola e aos angolanos e, em consequência, intervir junto das autoridades dos países de domicílio para tê-lo de volta e em sua posse.”

João Lourenço frisou que é importante não se confundir o combate à corrupção e outros comportamentos conexos com “perseguição aos ricos ou a famílias abastadas”, a “arma utilizada para confundir e desencorajar os que têm a missão de materializar as orientações do partido.”

“Os ricos são bem-vindos se produzirem bens e serviços, gerarem empregos e contribuírem com os impostos para que o Estado possa ir retirando do limiar da pobreza um número cada vez maior de cidadãos e se amplie e fortaleça a classe média desse país”, salientou o presidente, ao encerrar um seminário de três dias promovido pelo grupo parlamentar do MPLA para formação de quadros sobre os tipos de crimes a que estão sujeitos os titulares de cargos públicos.

O governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano, disse por seu turno haver pelo 30 mil milhões de dólares de cidadãos depositados no exterior em bancos comerciais, sendo metade desse momento relativos a depósitos de bancos comerciais e instituições financeiras angolanas junto dos seus correspondentes no exterior.

A restante metade, prosseguiu o governador citando dados compilados pelo Banco de Compensações Internacionais, corresponde aos depósitos de entidades não financeiras, como o Tesouro Nacional, Fundo Soberano de Angola, empresas públicas e particulares. (Macauhub)


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